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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Brian Boru - O Último Grande Rei da Irlanda



BRIAN BORU - THE LAST GREAT HIGH KING OF IRELAND


 The line between Irish Legend and Irish Myth has often been blurred, especially as the retelling of heroic deeds has been passed on through generations. 

Brian Boru was no legend although his life deeds were legendary. He was very much a real man and was in fact the last great High King of Ireland and perhaps the greatest military leader the country has ever known. 

Brian Boru was born Brian Mac Cennétig. He mother was sister to the mother of Conor, the King of Connaught. 

His brother, Mahon, had become King of Munster in 951, upon the death of their father, Cennétig. Together they fought against the invading Norsemen, who had imposed taxes in Munster. This struggle eventually led to the murder of Mahon in 975 by the Ostermen (Norse). Brian avenged his brother's death by killing the King of the Ostermen of Limerick, King Ímar. 

From this point onwards Brian held Munster as his own, including the pivotal trade-centre of Limerick. He marched into Connaught and Leinster and joined forces with Mael Sechnaill II in 997. Together they divided Ireland between them. 

The Norse settlers in Dublin especially ranged against Brian but were defeated at Glen Máma where the King of Leinster was captured. The King of Dublin, Sitric Silkenbeard, was soon defeated too. 

In 1002 Brian demanded of his comrade Mael Sechnaill that he recognize him as King of Ireland. Mael agreed, partially because many of his own people viewed Brian as a hero who had restored Ireland to greatness after the Viking invasions. The rule of the UíNéill's was thus at an end as a non-O'Neill was proclaimed as King. The O'Neill's had been rulers for over 600 years. 

He earned his name as 'Brian of the Tributes' (Brian Boru) by collecting tributes from the minor rulers of Ireland and used the monies raised to restore monasteries and libraries that had been destroyed during the invasions. 

The Norsemen were not done yet however, and once more waged war on Brian Boru and his followers at Clontarf in Dublin in 1014. The King of Connaught, Tadhg O'Conor refused to ally with Brian against the Ostermen although Uí Fiachrach Aidne and Uí Maine did join with him. 

Despite the lack of backing from the men of Connaught, the Munstermen won the day but lost Brian Boru in the battle. This battle was a major turning point as it finally subjugated the Norse presence in Ireland who were henceforth considered subordinate to the Kingships of Ireland. Their military threat had been ended and they retreated to the urban centres of Dublin, Waterford, Limerick, Wexford, and Cork. They eventually became completely hibernicized and integrated into Gaelic culture. 

After his death and the death of one of his sons, his remaining sons, Tadg and Donnchad, were unable to assume the kingship which was assumed by Mael Sechnaill. He died in 1022 after which the role of High King of Ireland became more of a position in name only, rather than that of a powerful ruler. 

Perhaps the best that should be said of Brian Boru therefore, is that he was the last great High King of Ireland. 

Brian Boru - An article provided by The Information about Ireland Site. 

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Alan Stivell et Nolwenn Leroy chantent Brian Boru à l'Olympia (2012)











domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Que é Hy Brasil?


CANTARINO, Geraldo. uma ILHA chamada BRASIL: O paraíso irlandês no passado brasileiro. Rio de Janeiro: Muad, 2004.
Trecho retirado integralmente das páginas 42 e 43 do livro acima citado.


Em busca de definições, fui direcionando o curso para fontes menos convencionais. No Dictionary of Imaginary Places, por exemplo, Brasil aparece como sendo uma ilha representada por um grande círculo de terra cercado de pequenas ilhas: “Os simples mortais não conseguem vê-la e apenas alguns poucos escolhidos foram abençoados com a visão de Brasil.” O Dictionary of Celtic Mythology de James Mackillop, publicado em 1998, diz que Hy Brasil, Brazil, Breasil, Breasal ou simplesmente, Brasil é uma misteriosa ilha, um paraíso terrestre que se pensava existir na mesma latitude da Irlanda, mas em alto-mar. O Dictionary of Irsh Myth and Legend, de Ronan Coghlan, a define como uma ilha lendária do Atlântico supostamente a oeste da Irlanda e que se torna visível a cada sete anos. O livro The Annals of the Magic Isle, de Ralph Caine, descreve O’Brasil, a Ilha dos Abençoados, com mais precisão ainda quanto a sua forma e posição: “ela aparece a menos de 50 milhas a oeste, sempre a oeste, a partir do litoral do condado de Kerry; quase redonda e com 20 milhas de diâmetro!”
            Muitas outras definições foram surgindo no meio do caminho, aqui e ali. Há quem acredite que Hy Brasil existiu de verdade num passado distante. Para outros, a ilha faz parte de uma categoria de objetos e lugares indecifráveis, de existência duvidosa, permeando os limites entre o mundo real e o imaginário. Hy Brasil aparece, por exemplo, na Encyclopedia of Things that Never Were, como uma ilha do oceano Atlântico, “provavelmente na mesma latitude dos Açores, apesar de ter aparecido tanto ao norte quanto ao sul da Irlanda. Na Antiguidade, a ilha desfrutou de um próspero comércio de pau-de-tinta, como pau-campeche, usado para tingir tecidos dos fenícios, romanos e egípcios.”


            Inicialmente puros, descreve a enciclopédia, seus habitantes teriam sido corrompidos pelo contínuo contato com navegantes desregrados e libidinosos. A chegada de santos missionários teria restaurado de vez a vocação original da ilha. Os ilhéus, muito impressionados com a marinharia desses santos, que navegavam pelo oceano em barcos de pedra, resolveram abandonar suas traquinagens. As gerações seguintes se tornaram tão moralmente puras que a ilha acabou rompendo suas conexões mundanas e partiu para um outro plano, entre o Céu e a Terra. Hoje, Hy Brasil pode ser vista apenas por aqueles que estão livres dos desejos do mundo. Mesmo assim, é bem provável que seja apenas uma visão fugas, numa rara e sublime aparição, vislumbrando-a acima da linha do horizonte durante o pôr do sol.
            Há os que dizem que a ilha não tem endereço fixo no mundo que conhecemos e nunca aparece duas vezes no mesmo lugar. Raramente é alcançada pela visão humana, com exceção apenas de crianças e sonhadores, que estão abertos para o mistério. Hoje perdida sob as ondas, no fundo do mar, e relegada ao domínio do mito – nos contam outros tantos – Hy Brasil foi um dia uma terra encantada, onde vivia tudo que era belo e misterioso, um reino de fadas e de cores que ficava além do arco-íris.
            Mas nem tudo é um mar de rosas quando se fala em Hy Brasil. Muita gente a viu com outros olhos, como sendo um sinal de mau agouro, um feitiço fatal que provocaria uma morte lenta, num período de sete anos, em quem a visse. Essa ilha diabólica também seria a residência de gigantes que poderiam invadir a Irlanda a qualquer momento.


            E há quem jure de pés juntos que o encanto não se perdeu e afirme que, o mesmo depois de séculos, Hy Brasil continua sendo o esconderijo de criaturas mágicas, cuja existência é negada na terra dos homens. É a morada escolhida por fadas, dragões e deuses aposentados. Ou, ainda, duendes, gnomos e antigas tribos, quando não mais encontraram um lugar no mundo contemporâneo. Em Hy Brasil, comentam alguns, a sabedoria do passado está preservada e a antiga magia continua viva como em nenhum outro lugar. É pra lá que vão os sonhos esquecidos, tornarem-se realidade.



Sláinte!!!










domingo, 19 de fevereiro de 2012

HY-BRAZIL - A Ilha dos Bem Aventurados


tradução do poema retirado de: CANTARINO, Geraldo. uma ILHA chamada BRASIL O paraíso irlandês no passado brasileiro.

Hy-Brazil
The Isle of the Blest



No oceano que esculpe rochas onde moras,
Uma terra enigmática apareceu, é o que contam;
Os homens a consideram uma região de luz e descanso,
E a chamaram de O’Brazil, a ilha dos Bem-Aventurados.
Ano após ano, na margem azul do oceano,
A linda aparição se revelava encantadora e suave;
Nuvens douradas encortinavam o mar onde ela se encontrava,
Parecia um Éden, distante, muito distante.

Um camponês, que ouviu a maravilhosa história,
Na brisa do Oriente afrouxou sua vela;
De Ara*, a sagrada, ele rumou para o oeste,
Pois embora Ara fosse sagrada, O’Brazil era abençoada.
Ele não ouviu as vozes que chamavam da costa –
Ele não ouviu o ameaçador rugir dos ventos em ascensão:
Casa, família e segurança ele deixou naquele dia,
E zarpou para O’Brazil, distante , muito distante!

Raiou a manhã no mar, e aquela ilha enigmática
Acima da tênue linha do horizonte, refletiu seu sorriso;
O meio-dia brilhou nas ondas e aquela encosta ilusória
Parecia encantadoramente distante e nebulosa, como antes:
A noite solitária baixou na rota do viajante,
E pra Ara, mais uma vez, ele olhou de volta, timidamente;
Oh! Longe na margem do oceano onde ela se encontra,
Porém, a Ilha dos Abençoados estava distante, muito distante!


Afoito sonhador, retorne! Ó, ventos do mar alto,
Levem-no de volta para sua velha e tranqüila Ara novamente!
Tolo imprudente! Por uma visão de felicidade e irreal
Permutar a vida calma de trabalho e paz!
A voz da razão em vão falou
Ele nunca mais a Ara retornou;
Anoiteceu no mar, entre tempestades e garoa constante,
E morreu nas águas, distante, muito distante!

Para vocês, caros amigos, preciso de pausa para revelar
As lições de prudência que os meus versos ocultam;
De como a ilusão do prazer vista distante na juventude
Muitas vezes seduz um coração fraco pra além da verdade.
Toda encantadora se aparenta, como aquela ilha enigmática,
Que até o olhar do mais sábio é atraído pelo seu sorriso;
Mas, ai do coração que ela desviou
Do doce conforto do dever, para distante, muito distante!

Pobre aventurado desamparado! Em vão pôde
Olhar de volta para a verde Ara ao longe no mar bravio;
Mas o coração do viajante tem acima um Protetor,
Que se lembra do filho, mesmo errante, do Seu amor.
Oh, quem a oferta da segurança iria refutar,
Quanto tudo o que ele pede é a determinação de retornar;
Para seguir uma aparição, dia após dia,
E morrer na tempestade, distante, muito distante!


Gerald Griffin


*Ara ou Ára é uma antiga grafia das Ilhas Aran, um conjunto de três ilhas que fica na costa oeste da Irlanda.


Sláinte!


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Happy Halloween!Happy Samhain!



Samhain, do irlandês “fim do verão”, é o ano novo celta,acomodado no dia 1 de novembro do calendário moderno.Na verdade, Samhain é um período fora do tempo,
intermediário entre o ano que acaba e o que está por se iniciar. É a área neutra, o limite, a fronteira, o in-between, a “terra-de-ninguém” dos campos de batalha.

E muitas batalhas foram travadas em Samhain, assim como muitos eventos importantes ocorrem nesta mesma data.

A começar pela mágica união divina entre Dagda, deus associado à virilidade e à fartura e restauração da vida, com Morríghan, cujos domínios são a guerra, a profecia e a morte.


Em Samhain também ocorria O Feis Temhair, o Festival de Tara, em que delegações das Cinco Províncias da Irlanda reuniam-se no palácio de Tara, a cada três anos, para as
celebrações, festividades, disputas e ajustes que mantinham vivas e saudáveis as comunidades da Irlanda celta. Samhain está associado ao Hallowe’en – nomenclatura
cristã, abreviação das palavras All Hallows Evening, ou seja: A Noite de Todos os Santos. De fato, no séc. VIII, os cristãos alteraram seu calendário para acomodar a data que celebrava todos os santos (inclusive os mártires desconhecidos que morreram em nome da nova religião), trazendo-a para perto de outra data cristã, hoje conhecida como Finados, em que todos os ancestrais falecidos eram homenageados. 

Santos no dia 1, ancestrais no dia 2: com este ajuste, os cristãos preservaram – ainda que sob o verniz cristão – o antigo festival celta de Samhain que, por ser o portal temporal que nos coloca em contato com o Mundo Espiritual, é propício para o convívio entre os vivos e seus ancestrais e deuses. Nada mudou.


Por que, podemos perguntar, teriam os cristãos preservado a data e seu tema? Porque ela é profundamente arraigada na alma coletiva do mundo ocidental. Os celtas da Irlanda celebravam Samhain, os cristãos passaram a celebrar Todos os Santos e Finados – e a Astrologia nos propõe exatamente os mesmos temas.

No período em que ocorre Samhain, a constelação dominante é Scorpio, e o signo zodiacal de Escorpião tem como temas a capacidade de regeneração, a força de morte e
renascimento, a sexualidade e a espiritualidade mais profunda. Muitos desses temas podem ser vistos nas lendas da Irlanda celta associadas à data: ao já mencionado encontro amoroso de Dagda e Morríghan somam-se os encontros do mesmo Dagda com Boann e uma outra deusa cujo nome permanece um mistério. Em todos esses encontros, o tema central é o sexo sagrado entre as divindades. Por ser o “fim do verão” (Samh + Fuinn), Samhain anuncia a aproximação dos cruéis – imagine-se na Idade do Bronze – meses gélidos do inverno. Sem dúvida, as forças vitais precisariam lutar para vencer a morte no frio inverno europeu.

O fato de serem deuses a copular também ecoa a espiritualidade profunda associada ao signo de Escorpião. Para os que se contentam com leituras superficiais dos mitos, Samhain costuma ser visto como um festival sinistro, obscuro. Mas a cópula divina é algo a ser celebrado – a manutenção da vida é garantida por essa cópula. E a festa trienal de Tara indica que o período era visto como propício para festividades e atividades importantes da vida da comunidade. Ainda mais se levarmos em conta que, no folclore irlandês, este período era visto como propício para que mulheres engravidassem. Pode soar estranho para nós, em nossos dias de medo e ignorância da morte. Para povos que não fazem da morte um tabu, porém, essa proximidade é bastante natural.


Ainda no âmbito da astrologia, o signo de Escoprião tem como regente Plutão. Muito mais do que um planeta, Plutão é um deus romano. Seu equivalente helênico é Hades, Senhor do Reino do Submundo que leva seu nome e que é a morada dos mortos e dos ancestrais - portanto, a mesma temática encontrada nos mitos e costumes associados a Samhain – morte-renascimento, espiritualidade profunda, sexualidade, poder regenerativo - é reforçada pela astrologia.


Isto quer dizer que a astrologia influenciou a espiritualidade celta? Não – e tampouco o inverso: na verdade, tanto os mitos da Irlanda celta quanto os mitos gregos de Deméter e Perséfone, quanto a astrologia e as festas cristãs de Finados e Todos os Santos são somente variações de um mesmo tema, interpretações distintas de um
mesmo momento mágico supracultural e atemporal, cuja força só pode ser concebida quando pomos em perspectiva o vasto período de tempo e as longas distâncias físicas que
separam a astrologia indiana – ou mesmo a persa – das lendas celtas, os mitos helênicos dos costumes cristãos.


É verdade que todos os mitos do mundo são moldados pela paisagem das terras em que vive a cultura que os desenvolvem; mas também é verdade que, como culturas costumam migrar para outras regiões, os mitos se desatrelam da paisagem que os originou sem que isso, em hipótese alguma, tire sua força e seu simbolismo. Muitas das constelações do Zodíaco sequer são visíveis no Hemisfério Sul, mas nem por isso questiona-se a valia da astrologia – desenvolvida no Hemisfério Norte - em nosso hemisfério. 


A este mergulho na essência dos mitos dá-se o nome de mitopoese – o estudo da essência transformadora por trás dos mitos, que é o mais poderoso elemento na vivência de um ritual.


Se os temas deste período serão chamados de Samhain, Finados ou Sol em Escorpião, pouco importa: o que realmente interessa é sua compreensão e, mais importante ainda, sua vivência plena. 


Este é um momento transformador, um limiar entre mundos, uma chance de encarar as mudanças que se fazem necessárias, de abraçar com carinho e volúpia as transformações bruscas que a ciclicidade da vida nos propõe para abrir espaço para o novo, para a evolução, para a regeneração. Mais do que um momento de cultuar deuses ou ancestrais (mas não são o mesmo do ponto de vista celta?), Samhain propõe a vivência dos mitos em nossas próprias vidas pessoais. Com a dor que o fim e a morte costumam trazer, com o prazer do reinício pleno de oportunidades e prazer.


Feliz Ano Novo. Feliz Samhain!







Sláinte!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Café (Na) Irlanda!


Ajude a banda Café Irlanda a encontrar suas origens e representar o Brasil NA IRLANDA!



A banda carioca Café Irlanda foi convidada para representar o Brasil na etapa internacional do Brasil Celtic Festival, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro. Como o evento não irá custear todas as despesas os rapazes do Café Irlanda  resolveram criar um crowdfunding para ajudar no custo. O Café Irlanda conta com a ajuda dos fãs,amigos e pessoas que admiram o trabalho da banda para fazerem sua primeira apresentação internacional, e o melhor é que essa contribuição será recompensada por alguns brindes: 

R$5,00 - Agradecimento em show
R$10,00 - Botton e agradecimento em show
R$25,00 - Demo autografada com agradecimento personalizado de toda a banda
R$40,00 - Assistir a um dia de ensaio da banda
R$50,00 - Camisa, botton e demo autografada
R$80,00 - Aula de uma hora com o instrumento que o colaborador escolher
R$150,00 - Entrar VIP em um show, além de ganhar camisa, botton, demo autografada e um beijo de toda a banda!
R$700,00 - Pocket show acústico de uma hora, em local escolhido pelo colaborador, dependendo da agenda da banda.


* Para mais informações de como fazer a contribuição:        

 

E para você que infelizmente ainda não conhece a banda não sabe o que está perdendo!!!


Sobre o Café Irlanda


O Café Irlanda é uma banda carioca surgida em 2009, cuja proposta é tocar música tradicional irlandesa, mas com uma pitada especial: acrescentar elementos da música brasileira e compor com outras sonoridades da música folk celta, de nações como Galícia, Escócia, Bretanha Francesa e País de Gales. O Café Irlanda, inicialmente, foi influenciado por bandas como The Bothy Band, The Chieftains, The Dubliners, The Pogues, Planxty, Luar na Lubre e Carlos Núñez. 

Como se pode imaginar, o acesso a uma cultura musical tão distante da música popular brasileira não foi fácil, e só foi possível um aprofundamento maior nesse estilo graças à Internet. Não seria equivocado, aliás, dizer que o Café Irlanda é um fenômeno da Internet, já que, não apenas as pesquisas de material, o contato com as bandas e a montagem de seu repertório foi enormemente facilitado pela rede mundial, como os próprios membros originais se conheceram por seu intermédio. 

Além disso, como na formação original da banda, poucos dos membros conheciam a linguagem de partituras, a arte imitou a vida e a tradição musical irlandesa foi transmitida da mesma maneira como o faziam músicos populares: de ouvido e por imitação dos músicos experientes. A diferença é que entre os músicos populares irlandeses, o conhecimento musical era transmitido nos pubs; já no caso do Café Irlanda, via Youtube (olha a internet aí de novo!). 

Dentre os ritmos interpretados pelo grupo há, desde os irlandeses jigs, polkas, reels e hornpipes como também a muiñeira galega e o nosso baião. No repertório cantado, destacam-se as canções e lamentos de batalhas do Éire, que contam a história de suas grandes lutas e guerras, e também as irish drinking songs, músicas descontraídas, de espírito boêmio, cuja temática é o passatempo mais popular na Irlanda: beber.

A banda é composta por pessoas com diferentes históricos musicais e não-musicais que, em algum momento e por acaso, se encontraram com a ajudinha da Internet. É o caso do Rique e do Daniel, que se conheceram por meio de um fórum de música folk numa rede social; ou fora dela, como é o caso do Kevin e do Davi, que conheceram o trabalho da banda durante uma apresentação em um pub.


A formação atual do Café Irlanda é composta por: (foto de esquerda para a direita) 

Davi Paladini( bodhrán), Rique Meirelles (Fiddle (violino))***, Caio Gregory (bandolim e voz), Kevin Shortall (violão) e Daniel Sinivirta (Tin Whistle).


Para conhecer o som sensacional do Café Irlanda você pode fazer o download da demo de 4 faixas disponível no site da banda :   http://cafeirlanda.com.br/musicas.htm

Ou ainda se tiver um tempinho a mais você pode escutar o Podocast da apresentação do Café Irlanda na Rádio MEC: http://radiomec.com.br/novidades/?p=11865 


Para se manter em contato com o Café Irlanda:

MySpace:

YouTube:

Twitter:

FaceBook:

Orkut:



Ah!!! Não se esqueça de fazer sua contribuição para o Café (Na)Irlanda!!! 




***Rique Meirelles é integrante também da banda de pop-rock Lágrima Flor



Sláinte,
Fernanda Castro